Vá em paz!

Era um senhor de idade e muito sábio,
suas últimas palavras ecoam na alma:
“vá em paz!”

E o maquinista que todos prezavam
que fazia a máquina andar no tempo certo,
que muitos só chamavam de “o maquinista”
sem saber o seu nome verdadeiro,
pegou suas poucas coisas e partiu.

“Vá em paz!”
Palavras mansas e sinceras,
sairam do coração e ficaram em outro coração.

E o maquinista, sem errar em sua decisão,
sem desconhecer o futuro e o mundo,
a estrada por onde andou e as pessoas,
sem negar a vida e as esperanças,
viu a revolta e a decepção nos olhares de muitos,
mas pegou suas poucas coisas e partiu.

Havia apenas um caminho:
o caminho da paz
que dá chances de um abraço;
o abraço que abre caminho para o futuro.

E o maquinista, cheio de alegria e de temor,
um temor límpido como o amor,
olhando pelas janelas o mundo que ficava
as pessoas, as cores e as coisas,
sentindo uma felicidade imensa
pelas palavras de sinceridade pronunciadas,
pegou suas poucas coisas e partiu.

E partiu em paz!

Ronaldo Sérgio

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