O mundo nas mãos!

As janelas de minha alma são as minhas mãos. Simples como tocar objetos deste mundo. Belas como se equilibrar sobre duas pernas. Um luxo tê-las, sem perceber que as temos.

Minhas mãos me fizeram conhecer o mundo como ele é. Um mundo frio, tremendamente frio, perigoso e selvagem. Um mundo áspero, tão grosso e violento que vidas não são poupadas. Minhas mãos rabiscaram o mundo com o peso do mundo nas mãos. Tornaram-se o que eram, pesadas e desconhecidas por mim, às vezes.

A leveza e a singeleza do mundo minhas mãos tocaram. Um outro mundo que era fino, tão fino e luxuoso como o orvalho da manhã e as fagulhas da luz do sol entrando pelas janelas. Minhas mãos acarinharam este mundo com a beleza do mundo nas mãos. Se tornaram mundo, conhecido e, por isso, amado por mim.

As janelas de minha alma são as minhas mãos. Eu as conheço e as desconheço ao mesmo tempo. O bem e o mal moram em suas guaritas. Entre os dedos há uma porção de amor e des-amor. Às vezes estão fechadas, noutras abertas. A profundidade de suas palmas faz traspassar o coração e a mente. O coração que escolhe entre o bem e o mal. E a mente que escolhe entre se doar ou não.

Minhas mãos são janelas que claream minha alma ou escurecem-na. A alma minha, onde eu sou quem sou, pedindo perdão e perdoando, com as mãos que tenho e que desejo ter.

 Ronaldo Sérgio

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