O mágico de oz!

Conto2

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O primeiro grande clássico dos romances infantis de aventura que li, quando jovem, foi O Mágico de Oz, do escritor norte-americano Lyman Frank Baum. Eu navegava na fantasia e vivia as aventuras ao lado de Dorothy, das Bruxas, do Homem de Lata e do Leão Covarde.  Eu atravessava fronteiras e me deixava envolver pelos momentos, pelas palavras, pelas cores e pelas aventuras dos personagens. E, assim, me transportava no tempo trazendo tudo para o meu mundo, como o Mágico de Oz fazia, o qual era o único capaz de levar Dorothy de volta para casa.

Meus pensamentos fervilhavan e minha imaginação fluia como a correnteza dos rios e como a força dos ventos que levava balões para longe, para um outro universo. Portas e janelas foram se abrindo em minha mente e fui sendo abraçado pelos novos horizontes e novos significados para minha existência. Nada de mais para um jovem leitor: meu mundo foi sendo revestido com novas paisagens, colorido e enfeitado com novos caminhos.

O Mágico de Oz transformou-se, para mim, num portal. Um belo e esplendoroso portal que me levava para um mundo interior até então desconhecido, onde havia possibilidade de ser eu mesmo e de dar novos significados à minha vida. Onde a leveza dos eventos existia. Onde a maldade era banida e o bem triunfava. Onde as pessoas podiam realizar seus sonhos mais simples, ser feliz e viver em paz.

Meu mundo interior, do qual eu acabava de tomar posse, era minha possibilidade de viver e de transformar a realidade ao meu redor. Assim, comecei a perceber que a minha casa era maior do que aquela casa feita de pedras. Ela era o que significava para mim. As pessoas eram mais do que os seus limites, suas faltas e seus taletos. Elas eram o que significavam para mim.

Minhas raízes, meus desejos e sonhos estavam todos ali e lá ao mesmo tempo. Ali comigo e em mim, no mais profundo recanto da alma. Mas, também estavam lá no mundo em que eu estaria anos mais tarde. Como uma fonte de criatividade, um suporte para a existência, mas não como um esconderijo, um lugar de fuga, um refúgio de justificações e justaposições de pensamentos e sentimentos. Meu mundo interior não era nem espiritualização e nem imaginação de um jovem leitor. Era a linguagem que dava sentido à vida e a porta para o futuro.

Ronaldo Sérgio

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