Por um instante!

Não preciso fantasiar uma família, nem pessoas, nem crianças ou jovens, nem adultos ou velhos. Não necessito inventar montanhas e nem rios, nem árvores e nem pássaros, nem bichos e nem peixes. Não preciso criar ranchos e grutas, plantas e pedras, nem céu e nem nuvens. É desnecessário imaginar a noite ou o dia, o sol ou a lua e tantas outras coisas sobre as quais tenho escrito.

Eu não tenho que fabular um mundo que não existe, pois o mundo que descrevo mora em mim como um recanto de meus pés e de minha alma.

O que faço, quando escrevo, é deixar que tudo fale por si mesmo, que tudo brilhe como brilha em mim. O que procuro, quando escrevo, é que o mundo em mim viva em ti por um instante e te faça feliz e te traga paz. Pois, o que descrevo é real em minha vida como tudo o que me toca e me sustenta neste mundo.

O mundo ao meu redor não é uma sombra, nem a minha alma uma caixinha onde coisas foram jogadas ao léu, de onde eu tiraria todas essas imagens lindas. Não. O mundo que descrevo me contorna e é o meu chão. O chão de meus projetos, de meu comportamento, de meu amor e meus desejos. Todo o meu ser, minha alma e meu corpo, é tocado, arranhado, bordado em todos os seus mais requintados detalhes pelo mundo que descrevo. Mundo que existe e que me permite dizer que sou feliz.

O que está escrito nestas páginas é meu mundo presente, passado e futuro, com todas as suas promessas e desafios.

Ronaldo Sérgio

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