Ajude-me!

Significava um mundo jogado no fundo do poço.
Como se faz com o purê de batata grudento,
como se faz com o mingau endurecido,
como se faz com gente atrarrancando outras vidas.

Muitos veem… isolam…. abandonam… e jogam fora…

Significava um ser despencado no nada.
Como num acidente inesperado e brutal,
como num dilúvio carregando crianças e lixo,
como num silêncio destroçando vidas.

Muitos veem… choram… se calam… e se esquecem…

Significava o acaso embolando planos e desejos.
Como se ouve um “”não” bloqueando a felicidade,
como se rouba cruelmente o alimento alheio,
como se alguém caído, ínfimo e quase morto dissesse:

Ajude-me… ajude-me… ajude-me…. e se cala…

Esconde o rosto…
Esconde o corpo
Esconde a alma
E morre….

E morre… duro e frio.

Ronaldo Sérgio

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2 comentários em “Ajude-me!

  1. Poesia pesada, dura… gostei!

    Curtido por 1 pessoa

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