Mãos de pai

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As mãos mais pesadas do mundo
mais pesadas que o mundo
da vida da gente
sem alma e sem dó
não são as mãos de deus,
dos anjos também não são.

As mãos mais pesadas
grossas e amorosas misturados
na pele e nas veias colados
não são as mãos de gigantes
nem de heróis do universo infantil
de monstros também não são.

O peso foi o tempo que trouxe
cada dia um traçado
uma ferida e um calo
debaixo do sol
debaixo da chuva
vivendo e morrendo pouco a pouco.

O peso veio dos desejos atravessados
das compressas pro coração
sempre aberto e insatisfeito.
Das lágrimas, dos risos e da angústia
jogados no fundo d’alma.
Do silêncio sereno e justo
desenhados nas mãos.

As mãos mais pesadas do mundo
não são as minhas, nem as suas
não são as de minha mãe
nem de outro qualquer.
Neste mundo, só tive um pai
dele são as mãos mais pesadas
recostadas em mim.

Ronaldo Sérgio

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11 comentários em “Mãos de pai

  1. Muito bonito sua clônica parabéns

    Curtido por 2 pessoas

  2. Paulo Vasco disse:

    Muito bem elaborado.
    Parabéns!

    Curtido por 1 pessoa

  3. jomabastos disse:

    Bonito poema!
    Abraço

    Curtido por 1 pessoa

  4. tcapistrano disse:

    Muito bonito! Me causou uma nostalgia imensa de deliciosa.
    Parabéns.
    Feliz Natal.

    Curtido por 1 pessoa

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