Sombras na alma

Conto9

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A brisa contra o meu corpo
despedaça os papéis herdados
aquelas camadas tolas
feitas de pano ou massa
moldadas pelos ditos
dos adultos que nos criaram.

A ardor do sol alardeia
destroçando a espessura dura
petrificadas figuras
que desempenhamos.

A falsidade dos ritos
dos papéis adquiridos
assombra a alma
escurecendo a fina tez
de poder ser autêntica.

Quisera ao menos um dia
deixar que o sol ilumine
que a brisa seja ela mesma
surrando meu corpo de vida.

Quisera pernoitar em minha alma
restaurar sua amável calma
ainda que doa demais
ter que ser eu mesmo.

Ronaldo Sérgio

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5 comentários em “Sombras na alma

  1. “A ardor do sol alardeia
    destroçando a espessura dura
    petrificadas figuras
    que desempenhamos.”

    Bravo!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Paty disse:

    “Quisera pernoitar em minha alma
    restaurar sua amável calma
    ainda que doa demais
    ter que ser eu mesmo.”

    Difícil demais, mas necessário.

    Curtido por 1 pessoa

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