Suriname

Astrid Heligonda Roemer

É escritora e nasceu em Paramaribo, Suriname, no dia 27 de abril de 1947. Em 1966 partiu para a Holanda, mas em 2009 retornou à sua pátria querida. Em 2016, se tornou a primeira escritora da região do Caribe a ganhar o prêmio P.C. Hooft-prijs – um dos mais importantes prêmios literários de língua neerlandesa (holandesa).

Sobre suas obras

Como escritora, estreou em 1970 usando o pseudônimo Zamani com sua obra poética Sasa mijn actuele zijn (Sasa meu ser atual). Em 1974 foi publicado seu primeiro romance Neem mij terug Suriname (Toma-me de volta, Suriname), que ficou muito popular em Suriname. A obra traz o tema clássico da imigração: o deslocamento de um surinamês para a Holanda e seu anseio para voltar ao seu país. Anos depois re-escreveu o livro modificando o título Nergens ergens (Em nenhum lugar) em 1983. A novela Waarom zou je huilen, mijn lieve… lieve (Por que você choraria, meu amor, amor) de 1976 desenha a realidade de um homem que se alegra com sua sorte por ter ganhado na loteria, mas descobre mais tarde que os ratos roeram seus bilhetes.

Em sua novela De wereld heeft gezicht verloren (O mundo perdeu sua face) de 1975, a escritora trata do tema que mais tarde nortearia seu caminho: o mistério do ser-mulher. O tema da identidade-negra ficará como pano de fundo. Ela também escreveu um livro biográfico Over de gekte van een vrouw (Sobre a loucura de uma mulher) de 1982. Este livro fez um enorme sucesso. O romance Levenslang gedicht (Poema ao longo da vida) de 1987 retrata o ciclo da vida em suas estruturas e linguagens metafórias.

As questõe em torno da mulher como indivíduo e como ser relacional serão tratadas em suas peças de teatro chamadas: De buiksluiter (O obturador de barriga) de 1981′); Paramaribo! Paramaribo! (de 1983); Een vrouw van een man (Mulher de um homem só) de 1985. Também em seu livro de poesias En wat dan nog! (E o que seja!) de 1985 e em seu pequeno tríptico de prosa De achtentwintigste dag (O vigésimo oitavo dia) de 1988,  Seu livro poético acima citado levou à especulação sobre a identidade sexual da escritora.

Na novela De orde van de Dag (A ordem do dia) de 1988 ela trabalha com o tema da ditadura. Mas, sua mais madura obra de poesia aparece em 1985 sob o nome Noordzeeblues (Azul do mar do norte). Há poemas fabulosos nessa obra. Em 1989 aparece o tríplico de prosa Het spoor van de jakhals (O fantasma do chacal), no qual ela trata da dependência de ambas os gêneros, masculino e feminino. Ela ainda publicou Oost west Holland Best (O melhor do leste-oeste holandês) de 1989 e Alles wat gelukkig maakt (Tudo o que faz feliz) de 1989. Suas histórias aparecem em antologias, em inglês, chamadas Diversity is power (Diversidade é poder) de 2007.

A obra mais audaciosa de Astrid Roemer é o romance, uma trilogia: Gewaagd leven (Vida arriscada) de 1996, Lijken op liefde (Parece amor) de 1997 e Was getekend (Estava marcado) de 1999. Publicado em 2001 sob o nome de Roemers drieling (Os trigêmeos de Roemer). Nele a escritora desenha os sonhos dos surinameses da década de 80, o período da ditadura de Bouterse em Suriname.

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