Marcel Pinas

Marcel Pinas é pintor. Nasceu em 22 de março de 1971. Filho de Hans Pinas e Louise Welkens. Viveu até seus treze anos de idade com os pais e depois se mudou para a cidade, Paramaribo. Surinamês e descendente dos Marrons, mais especificamente da raça africana chamada Ndyuka, também conhecida como Okanisi ou ainda Aukaners. Povo escravizado pelos holandeses e trazido no século dezessete para o Suriname (ainda chamado Colônia Holandesa). Considerada uma raça africana agressiva. Muitos fugiam das fazendas pelo mato e formavam quilombos. Assim, preservavam a religião, o idioma e os costumes.

Marcel Pinas nasceu perto de Moengo e Moiwana, no distrito Marowijne, onde moravam e moram muitos filhos dos quilombolas de antigamente. Sua origem e a região onde cresceu serão de grandíssima influência em seus trabalhos como artista. Em suas obras Pinas procura restaurar costumes de seu povo. Na maioria de suas obras veremos símbolos da língua Alkaans, também chamada Afaka. Língua que surgiu como uma maneira secreta de comunicação entre os escravos.

Além disso, Pinas expressa em suas obras a situação atual de seu povo fazendo apelo à preservação da cultura. Seu lema é: “Kibri a Kulturu” – preserve a cultura. Este lema/tema é a alma dos seus trabalhos. Ele não dispensa as cores e relevos da natureza.

Quando contemplamos suas obras de arte vemos sempre algo extra, uma espécie de excesso. Mas, é exatamente esse excesso que forma o cerne do que quer transmitir. Os pedaços de matéria que faltam ou sobram, os sinais, os objetos, tudo isso está sempre ligado ao todo da obra. Tais objetos pertencem à sua cultura: como um pedaço de remo ou um pedaço de cano quebrado usado para raspar a mandioca, ou ainda um pedaço de xale, de lamparina, de colher de alumínio e outros objetos.

Também trabalha com grandes instalações nas áreas públicas. Em 2011, Marcel participou do evento ArtZuid em Amsderdam, Holanda, com sua obra Kibi Wi Totem. Veja as fotos aqui ao lado. Também realizou outras exposições em Sachsenber, Paris e New York. Em 2010, fundou o centro cultural Tembe Art Studio, no coração de Moengo. Local reservado para os jovens da região. É um lugar para artistas iniciantes desenvolverem seus talentos e preservarem sua cultura. Em 2011 fundou o Museu Contemporary art Museum Moengo (Museu de arte contemporânea, em Moengo). Um espaço para exposições a nível internacional.

Pinas estudou na academia de arte Nola Hatterman em Suriname, de 1987 a 1990. Sua carreira como artista começou em Jamaica, onde morou e estudou de 1997 a 1999. Foi considerado o estudante modelo da turma que se formou 1999. Embora tenha estudado por dois anos em Amsterdam (2007-2008), isso não trouxe nenhuma mudança no estilo de suas obras. Apenas acrescetou a dimensão mais universal/internacional às mesmas.

Exposições: Seus quadros estão em exposições nacionais e internacionais. Já realizou e participou de exposições na França, na Holanda, nos Estados Unidos, na Guiana, na Bélgica, em Cuba, na Alemanha e em Suriname.